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Bienal de Bissau chega ao fim, mas a luta por uma Guiné mais cultural continua

Bienal de Bissau chega ao fim, mas a luta por uma Guiné mais cultural continua

Terminou no dia 30 de junho a terceira edição da Bienal de Arte Contemporânea de Bissau, que deu visibilidade ao talento artístico da Guiné-Bissau e da diáspora africana. Durante quase um mês, artistas locais e internacionais ocuparam espaços da cidade com exposições, performances e debates sobre identidade, memória e resistência.

Sob o tema “Corpo, Território e Memória”, a Bienal foi uma celebração da criatividade e um apelo à valorização da cultura guineense. Artistas como o escultor Nuno Silas e a performer Etelvina da Silva trouxeram obras que abordam temas atuais e históricos, revelando o poder da arte como ferramenta de questionamento e transformação.

Apesar do impacto positivo, ficou clara a urgência de investir no setor cultural do país. A falta de infraestruturas e apoios continua a limitar o crescimento da cena artística.

Como afirmou a escritora e curadora Odete Semedo, “a arte é uma ferramenta de transformação social, mas sem apoio institucional, continuaremos a lutar com poucos recursos e muita resistência”.

A Bienal termina, mas deixa viva a vontade de construir um futuro onde a cultura guineense tenha mais espaço, voz e reconhecimento.

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